quinta-feira, 3 de abril de 2014

Nós em Cena no Piauí - Ajude a fazer nosso teatro voar!

Desde dezembro sentimos a necessidade de voar. Voar no sentido de seguir a lugares onde a cia jamais chegou, no caso específico, o Piauí. Durante a Conferência Nacional de Cultura, fizemos amigos e objetivamos um intercâmbio com o Ponto de Cultura, Grupo Cultural Adimó. Queremos com isso levar um pouco da cultura do teatro do sul e ter o prazer de conhecer mais sobre o trabalho de um ponto de cultura no nordeste brasileiro.
Nesse intercâmbio, levaremos os espetáculos Patacoada e Lúcia, além de três oficinas de forma gratuita para a cidade de Picos-PI entre os dias 13 e 18 de maio, durante a Semana de Combate ao Racismo, evento idealizado e coordenado pelo Grupo Cultural Adimó. Enquanto o Ponto de Cultura irá nos abrigar e alimentar, precisamos de recursos para fazer a viagem e bancar ainda o frete de cenário. O frete vai de Rio Negrinho-SC até Picos-PI, ida e volta. Já o restante do montante, além de custear as recompensas, também será usado na compra das passagens de avião entre Curitiba-PR e Teresina-PI. O translado entre Teresina e Picos também será fornecido pelo Ponto de Cultura.
Para apoiar, basta acessar: http://catarse.me/pt/nosemcena

segunda-feira, 17 de março de 2014

Teaser de Patacoada

Para que fique um gostinho de "quero ver" a quem ainda não viu e uma lembrança boa para quem já esteve ali, depois da corda!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Nós em Cena prepara as barracas para o Festival Psicodália 2014



Essa vai pra toda essa galera do bem que nos segue...
Não tem coisa melhor que trabalhar com o que você ama e no meio de um monte de gente do bem!
E nosso carnaval vai ser assim...
Acabei de ver a programação e estou aqui felicíssima compartilhando a notícia.
Quem ainda não viu nosso novo espetáculo e está a fim de conferir, bem como quem está disposto a movimentar o corpo e a mente de forma diferente neste carnaval, fique esperto e se agilize em comprar seus ingressos para o festival que acontece em Rio Negrinho, SC, entre os dias 28 de fevereiro e 05 de março.
O festival conta com uma programação super bacana de oficinas, peças de Teatro e shows com mais de 40 bandas de todo o Brasil e do exterior que acontecerão em 3 palcos montados no coração da fazenda pra abrigar a galera dia e noite enquanto rola o festival.
Então, se alguém aí estiver querendo saber mais sobre o evento, clica aí no link pra conferir o que é o Festival Psicodália e o que vai rolar nesta próxima edição.
http://psicodalia.mus.br/2014/programacao/patacoada/
Enquanto isso preparamos nossas barracas para estarmos lá no momento que os portões se abrirem e garantirmos um bom lugar para acampar e trabalhar e curtir este evento no qual somos sempre tão bem acolhidos.

sábado, 5 de outubro de 2013

Novidades sobre a 2ª Mostra nossa de Teatro

Os Bestas do Apocalipse - Espetáculo da cia Ales Clown que estará presente nessa mostra
A data da 2ª Mostra de Teatro de Rio Negrinho já está definida! Acontecerá de 17 a 24 de novembro de 2013 e em breve poderemos divulgar a programação.
O que já podemos adiantar é que ela contará com ao menos oito espetáculos de oito companhias diversas, entre elas a Dionisos Teatro de Joinville, a Cia Caravana do Sonhar de São Bento do Sul, VisCera Teatro e Alles Clown de Blumenau e as companhias EssaÉ e Teatro Novo Tempo de Joinville.

A 1ª Mostra Nossa de Teatro foi realizada em Rio Negrinho, de 04 a 11 de dezembro de 2011 e contou com oito espetáculos e duas oficinas, das companhias Nós em Cena e Arlequim de Rio Negrinho, Caravana do Sonhar, de São bento doCia Carona de Teatro, de Blumenau e obteve um público de aproximadamente 500 pessoas.
Sul e

Em breve vocês poderão conferir os detalhes da 2ª Mostra Nossa de Teatro, a programação completa, as sinopses, fotos e vídeos dos espetáculos em:
www.2mostranossadeteatro.blogspot.com.br/



Ajudem a divulgar clicando nos ícones de compartilhamento abaixo e vamos fazer nossa boa Rio Negrinho pulsar cultura nesses oito dias de mostra!!

Abraços.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Pra quê fazer teatro?








Nós em Cena e Meu Móvel de Madeira

Desde o início deste ano a Cia Nós em Cena tem realizado em parceria com a Meu Móvel de Madeira uma oficina de teatro que conta com 10 alunos, todos funcionários da empresa.
No momento o grupo está em processo de produção de um espetáculo que reúne três contos cômicos de Machado de Assis, escritor, jornalista,  poeta e importante dramaturgo brasileiro e deve estrear no final do ano.


Uma brilhante iniciativa da empresa e uma oportunidade para os funcionários de ampliar suas habilidades de comunicação e divertirem-se ao mesmo tempo...



sexta-feira, 28 de junho de 2013

Festival Lua Cheia de Inverno

Musiclown- Com Fábio Beckert
Nos dias 22 e 23 de junho a Cia Teatral Nós em Cena participou do Festival Lua Cheia de Inverno.
Depois de dias consecutivos de chuva e muito frio, só loucos para crerem que haveria festival e na noite de sexta feira, a Cia Nós em Cena, acanhadamente ancorou no meio de muita chuva e lama ao local do evento.
E quando chegamos, logo lembramos o motivo que nos fez crer que valia a pena viajar até lá no meio da chuva: Pra receber o carinho dos nossos amados amigos que nos aguardavam ansiosos.
A noite mesmo, quando algumas pessoas da organização se recolheram pra descansar e guardar a disposição para o dia seguinte, nós e o restante do pessoal realizamos nossa "concentração" em um dos camarins. Num frio de "trincar os queixos". Cantando e rindo e falando e dando show... assim foi a prévia do festival...
De repente o Heráclio Zielinski saiu pra fazer alguma coisa e voltou gritando: "O céu tá cheio de estrelas e amanhã vai ter um sol ma-ra-vi-lho-so!"
Todos rimos muito do doido! Mas no outro dia, fomos acordados por uma criança linda e sapeca, dessas que insiste em ver nossos olhos abertos: Um sol tão limpo e forte que não teve jeito, foi todo mundo pra fora da casa agradecer pela visita desta criança, que cresceu durante o dia e aqueceu nossos trabalhos... enfim, o sábado do dia 22 nasceu ensolarado e maravilhoso.
Durante a manhã e a tarde muita gente foi chegando e se ajeitando no acampamento enquanto agente corria pra lá e pra cá. Um ajudando o outro, todo mundo querendo fazer um festival bacana, e todos de peito aberto para se conhecer e se querer bem. Muita gente bunita e feliz.
No meio da tarde fizemos mais uma reunião gostosa com os idealizadores e organizadores, dessas entre pessoas que se entendem sem palavras...
A noite o frio voltou com tudo. Tive medo de não conseguir apresentar, de o Fábio sofrer uma hipotermia com tão pouca roupa, de eu mesma congelar... Enfim... ficamos correndo até tudo começar e fomos camarim nos prepararmos. Além de patacoada, faríamos intervenções entre as bandas, então havia trabalho á beça...
Cléo fazendo suas travessuras de duende...
Nossa mascotinha, a Cléo ferveu o dia todo e ainda tava cheia de disposição. Deu trabalho pra Patricia Waltrick, que foi fazer produção, mas que passou quase todo o tempo correndo atrás da Cléo que dizia: "Vou passear", então virava pra Pati e dizia categoricamente: "Sozinha Pati."
E assim sozinha ela tentou ficar inclusive na hora do show enquanto gritava no canto do palco: "Agora eu vou apresentar!"
E apresentou. No intervalo de um dos shows subi pra anunciar a banda que entraria pra tocar com a Cléo no colo. Feliz da vida, ela segurou o microfone enquanto anunciávamos juntas: "The Braus S.A.".

Enfim, não há como descrever nossa alegria em ter feito parte do primeiro de com certeza muitos "Festival Lua Cheia de Inverno"!
Ficamos agora esperando os próximos, que cm certeza virão ainda mais calorosos que esse! Rsrsrs!


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Patacoada Marinha


Seres antropomórficos. Quando me pediram para escrever esta parte do diário de bordo da viagem ao litoral, mais especificamente da nossa estada em São Chico, estas duas palavras me vieram à mente. Talvez porque essa tenha sido uma constante no tempo em que estivemos pelo município cercado por praias (também conhecido como ilha).
A estada na casa da artista plástica Vera Valença me fez pensar sobre várias coisas, das quais não me recordo de nenhuma agora, mas enfim… Lições importantes foram tomadas como: quando entrar no mar para cuidar da afilhada, deixe os óculos que estavam pendurados na camisa, dentro de uma sacola distante do mar, caso contrário ele se tornará oferenda para Iemanjá. Mas tem que ter alguém para cuidar, caso contrário ele vai sumir do mesmo jeito.
Mais uma coisa: argentinos dão péssimas gorjetas aos artistas de rua (ao menos os que contribuíram conosco). Existem duas possibilidades para isso, a primeira é porque são pão duros mesmo e a segunda que o trabalho não agradou tanto, o que pode ser que seja bem provável, afinal de contas, ninguém pede para vir tirar foto com artistas dos quais gostaram do trabalho. O importante de quando um argentino pedir uma foto é estender o chapéu e disparar: “Cinco pesos”. Eles vão recuar, mas você diz que estava brincando apenas. Depois que fizerem a foto, estenda o chapéu e diga “agora são dez pesos, mas deixo por cinco”.
Dentre as lições dessa passagem por São Francisco, ficam outras não menos importantes como: o Fábio consegue correr à mesma velocidade que um carro de passeio pela Beira-mar de Enseada. Quando um bêbado mexer com você, tenha certeza de que ele vai querer te ferrar, portanto ferre com ele antes ou entre na brincadeira, talvez você consiga cervejas de graça. Se for passear nas dunas, passe o protetor inclusive nas partes onde o sol não bate e, quando usar maquiagem, passe o protetor antes, pois depois ele não protege tão bem assim. Se procurar um local com internet, peça uma água e fique o tempo que quiser. Nos dias seguintes fique em local onde o dono do restaurante não te veja, sem pedir nada, usando o note e a net deles de boa. Não queira ir para a Praia Grande, cortando caminho pela Praia do Ervino, a suspensão do carro agradece. Em caso de apresentação na chegada de passageiros de um barco turístico, sabote os trenzinhos próximos para não conseguirem sequer ligar o motor e tenha certeza que o povo bem-humorado ficará para acompanhar a peça até o fim. Bêbados, ao ver o carrinho da peça, podem pedir uma bebida, mas também podem fazer a mesma contribuição financeira duas vezes. Nunca, jamais, em tempo algum, brinque com o cavalo do policial militar em Enseada, pois ele pode dar coice. E, por fim, antes de jogar a bunda no sofá ao sentar, certifique-se que o mesmo não seja duro como pedra. Ah! Sobre a peça e as apresentações? Bom, comento outro dia…

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Ainda em Joinville - O Melor Muzico do Mundo!!!!


Ainda em Joinville, para conseguir tirar uns trocos enquanto não apresentávamos patacoada, surgiu “O Melor Muzico de Joinville”, que tocava seu piano imaginário com o chapéu entregue ao caminho dos transeuntes. A proposta era ficar lá, sentado e tocando, mas quem disse que ele resiste? Invadiu uma roda de capoeira, travou sua famosa corrida com os carros do trânsito, correu atrás de uma ratazana no terminal do centro e (como é de costume) atraiu todos os bêbados solitários da cidade para um intercâmbio de experiências! No chapéu mesmo, em Joinville, só umas moedinhas de 10 centavos e um pirulito, mas o que teve de mano chegando, na maior da moral, perguntando por quanto que eu estava fazendo o LSD e o lança-perfume me surpreendeu!!  Clown vendendo droga?? Que tipo de coisa os maluco de Joinville estão acostumados?? Da próxima vez que eu encontrar um clown nas ruas de Joinville eu vou virar para ele e dizer: Não obrigado, sou careta!!

Diário de Bordo - Joinville


Carrinho se destruindo, jaula já sem as grades rrrsss...
Nossa aventura começou em Joinville, onde ficamos quase uma semana. Dividimo-nos para hospedagem, ficando um tanto do grupo na casa de uma amiga do Jean e nós na casa de uma tia do Fábio que ele não via há muitos anos e que eu nem conhecia. Lá fomos acolhidos com um carinho enorme, e muita festa por parte de todos da casa. Pessoas muito queridas, que nos deram todo o suporte para que pudéssemos viver o que nos propomos.
Estreamos Patacoada em Joinville, na Praça Nereu Ramos. Na verdade estávamos com intenção de estrear um dia antes, mas demoramos mais que o esperado p montar o cenário e precisamos deixar p outro dia. No dia seguinte, as 13h30min, com a maior cara de pau, estreamos! Tudo que podia e não podia dar errado deu. Imprevistos mil, mas fizemos uns ajustes temporários e apresentamos novamente no mesmo dia, às 18h. Não posso dizer que foi um sucesso, mas valeu a pena. Nos dias seguintes, fiquei com a garganta bem irritada e não conseguimos apresentar Patacoada. Esse intervalo serviu para corrigir problemas com o Carro que se desmontou na primeira apresentação e  para o Fábio e a Patrícia colocarem seus Clowns na rua, voltando p casa cheios de situações engraçadas pra compartilhar.
Nossa ida para São Francisco do Sul foi confirmada e voltamos para a estrada no dia seguinte, pela manhã.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

NÓS EM CENA DE TRABALHO NOVO EM TURNÊ PELO LITORAL CATARINENSE!


Diário de Bordo de Viagem

Alguns comentam sobre um novo espetáculo da Cia Nós em Cena, outros comentam sobre uma turnê pelo litoral catarinense, mas poucos encontram informações sobre o assunto. Então venho, de uma vez por todas esclarecer e explicar o passo a passo dessa viagem maluca que a cia embarcou!
Estamos com trabalho novo sim, chama-se “Patacoada” (leia mais aqui), mas eu (particularmente) não gosto de caracterizar ele como espetáculo, mas sim como uma pesquisa em teatro de rua, pois através dele estamos buscando entender mais dessa linguagem na prática. Estudamos a teoria do teatro de rua desde 2011, para a montagem de “In Natura”, mas ainda não havia sido o suficiente para assimilarmos por completo essa linguagem absurda de boa e difícil de aplicar. Então decidimos fazer uma coisa ousada: Uma pesquisa de campo, onde testaríamos o que funciona e o que não funciona na rua, na própria rua! Criamos um roteiro simplíssimo, idealizamos o cenário com um amigo, o designer David Bail, pedimos ajuda novamente a nossa fada madrinha e costureira, dona Ivete e depois do material pronto, fomos para a praça Nereu Ramos, em Joinville, quase sem ensaio algum, fazendo do público nosso diretor. Após isso, seguimos nossa viajem! Esse é o objetivo dessa turnê promovida por nós mesmos, um projeto de montagem de espetáculo onde o público é o diretor. Após cada apresentação sentamos, discutimos, mudamos, sempre a partir da reação que sentimos das pessoas. Já tiramos cena inteira, já colocamos personagem e assim vai, rumo a algo que ainda desconhecemos, mas que sabemos que está lá na frente esperando pela gente.
Essa correria toda fez com que ficássemos meio afastados das redes sociais, por isso nada de fotos de Patacoada, nada de sinopse, nada de informações. Mas está sendo uma aventura um tanto quanto doida para não haver registros, então nos comprometemos (eu e meus companheiros de trupe), a registrar, a partir de agora, mais sobre essa viagem e sobre as loucas cartas que trouxemos na manga para tentar sobreviver a essa turnê.
Abraços, merda a todos e nos vemos por aí!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Não tem mais volta mesmo

Enquanto desmontava os instrumentos da banda ontem (sim, eu faço parte de uma banda que toca na igreja para quem ainda duvida) um dos amigos e violonista viu o livro que eu levava comigo. Tratava-se da revista "Ospália" do núcleo de pesquisa teatral no campo da palhaçaria de Itajaí, do meu amigo Charles Augusto, o palhaço Pacacoenco. Ao ver o livro ele simplesmente comentou: "Pelo visto não tem volta mesmo".
Aquilo me chamou a atenção. Passei um ano inteiro num curso de clown com o mestre James Beck, da Cia Carona, em Blumenau, o palhaço Claus. Ainda não tinha muita certeza se seguiria mesmo esse caminho do palhaço, mas as palavras do meu amigo Richard bateram forte. Optei por esse caminho e parece não ter mais volta mesmo. Pois como todos os autores da revista Ospália descobriram, o palhaço faz parte de nós. É como na história da Jô Fornari, descrita na revista e que peço licença para reproduzir a vocês:

"Há um ano, dei de presente para minha sobrinha Yasmim, de 6 anos, um nariz vermelho. Ela adorou e fez várias performances com ele, brincou de palhaça muda, distribuiu presentes para seu público - os familiares - e até ganhou um nome: palhaça Bolinha. Parecia que sabia mais do que eu o que fazer com aquela máscara que acabara de ganhar.
Um ano depois, dei de presente a ela adereços para a palhaça Bolinha: maquiagem, figurino, brinquedos. E ela se maquiou e maquiou todos e brincou e deixou de brincar, enfim, entrou e saiu do jogo e do estado com a naturalidade que toda criança tem.
Num determinado momento, eu, confusa, sem saber a quem me dirigia, chamei-a de palhaça Bolinha, ao que ela retrucou:
- Não, agora não é a palhaça Bolinha, agora sou a Yasmim.
E eu, querendo provocá-la, perguntei:
- Mas quem é você, afinal...
E ela, sem pestanejar, me olhou com toda seriedade e segurança e respondeu:
- As duas!"

Outro fator que não posso esquecer de comentar e que foi até engraçado, tanto quanto inusitado, foi a bênção ao meu nariz de palhaço. Depois da missa e novena de Nossa Senhora de Fátima, a qual tocamos em Jaraguá do Sul, cheguei para o padre Tito e disparei:
- O senhor pode abençoar um objeto que eu esqueci de trazer para a missa, mas estava no carro...
- Posso sim, sem dúvida.
Quando tirei o nariz do bolso ele me questionou o que era aquilo. Mediante a resposta de se tratar de um nariz de palhaço ele me olhou sério e achou que eu estava brincando. Perguntou para que eu usava aquilo. Eu poderia vir aqui e dizer a todos que eu teria respondido algo fantástico como "levar a alegria aos outros", mas seria uma enorme mentira. Eu simplesmente falei que usava para o meu trabalho de palhaçaria, que agora eu era um palhaço (ao menos tento ser) aqui em Rio Negrinho.
Um tanto surpreso ele disse que era a primeira vez que abençoava um nariz de palhaço. Não lembro ao certo as palavras usadas por ele, mas com certeza envolvia algo em torno disso: - Pedimos a bênção senhor, para este instrumento de trabalho, para que ele possa sempre levar alegria àqueles que já perderam a esperança e estão desiludidos.
Agradeci com um abraço e guardei-o no bolso (o nariz, não o padre). Mas fico imaginando a enorme responsabilidade que agora tenho para com este meu "instrumento de trabalho". Não apenas pela bênção em si, mas até então tinha o nariz como uma forma de fazer os outros rirem simplesmente, agora tenho a responsabilidade de levar alegria a quem já perdeu a esperança ou está desiludido. A cada dia que passa, sinto que isso aumenta ainda mais em mim e o meu Clownpilé ganha força.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Chegando...

Olá pessoal!

Nosso blog está sempre com novidades e agora a novidade é que além do Fábio postar novos textos, tanto o Jean quanto eu também estaremos por aqui. É só olhar nossa micro fotinho aí do lado e vocês saberão quem foi o doido que escreveu o que vocês estão lendo. Bacana né?
Pois então... Eu só passei por aqui pra testar a novidade e lembrar a todos que dia 15 de dezembro será dia de apresentação e desta vez são nossos pequenos do curso de teatro. E quem quiser conferir, está convidado! Mais informações sobre o espetáculo aqui.
Desejo aos nossos alunos muito sucesso!
MERDA!
Que este espetáculo fique guardado nos corações de vocês!

Liberté, peça dos alunos do Curso de Teatro Nós em Cena.

Depois de um ano de trabalho duro, os alunos do Curso de Teatro Nós em Cena - Turma Infantil e Baby Class, apresentam o espetáculo Liberté - A Primeira Lição de Humanidade

O que: Apresentação da peça Liberté, dos alunos do Curso de Teatro Nós em Cena
Quando: 15 de Dezembro
Onde: Espaço Lina Rückl (Shopping Rückl)
ENTRADA FRANCA


SOBRE O ESPETÁCULO

Liberté se passa numa clássica escola para meninas na França do início do Século XX, durante a proliferação do exército nazista pela Europa.
O espetáculo é composto, na sua maioria, por elenco infantil, então, apesar de carregar toda a tensão, a tristeza e o medo que aquelas famílias viviam na época da II Guerra Mundial, ele traz toda a leveza de ser criança e a capacidade que elas tem de ver a beleza e a diversão em todas as coisas a nossa volta. O espetáculo foi escrito e produzido em conjunto com os alunos, que variam a idade de 8 a 11 anos, sob coordenação dos professores/diretores Deisi Corrêa e Fábio Beckert. O tema, as personagens, a época, as situações e o local foram todas escolhas dos próprios alunos durante a montagem. É um espetáculo adulto, feito por crianças.
Durante o ano letivo do curso, as crianças pesquisaram sobre a época, assistiram coisas, criaram cenas, escreveram sugestões, criaram a história das suas personagens até chegar ao resultado final, que agora compartilharemos com o público.
Liberté traz uma lição de humanidade, numa época em que a amizade era uma das poucas coisas que restaram para essas crianças.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Hoje é o Dia do Palhaço


Um dia sem rir é um desperdício

“Um dia sem risada é um dia desperdiçado”. A frase é do mestre Charles Chaplin e nunca foi tão atual. Com a correria do dia a dia, muitos se esquecem de demonstrar e, mais ainda, de serem felizes. O riso é a demonstração mais sincera da alegria que existe em cada pessoa. E quem é especialista em fazer rir? Ao falar sobre isso, impossível esquecer aquele ser de nariz vermelho e cara pintada que a tantos tira boas risadas.
Hoje comemoramos o dia dele: o palhaço. Como o tempo passa e não notamos que um ano é sempre uma criança no nosso envelhecer. Benditos sejam os "Reis do Riso" que nos alegram, fazendo do mundo da fantasia o nosso humor de todos os dias. O bom humor! A data consagrada de risadas, pulos, fantasias berrantes e desse nariz em forma de bola, tão vermelho que impossível não reconhecer, foi celebrada ontem, mas devia ser de todos os dias. Não pelo palhaço em si, mas para lembrar a cada cidadão de ser feliz.
Independente do tamanho do problema, não há situação em que uma risada não alivie a tensão. No circo, é ele que, com suas palhaçadas, faz o público adulto esquecer os problemas do dia-a-dia. As crianças, principalmente, vão ao circo só para ver o palhaço.
E por que, ao invés de lamentarmos por determinadas desgraças, simplesmente não nos fartamos de rir? Olhemos sim o lado bom e engraçado de certas situações. Quando se desenha a figura de um palhaço, é de uma pessoa muito alegre. Sua boca chega perto da orelha. Muitas vezes dá aquela gargalhada, mas não sabemos como está o seu coração. É o seu trabalho! E se ele o faz, mesmo diante de tantos problemas e dificuldades que encontra, porque nós simplesmente não paramos e o admiramos um pouco. O melhor aplauso para o palhaço, com certeza é uma simples risada, então: hahahahahaha para eles.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Cia Nós em Cena no Festival Psicodália de virada 2012 - 2013

Um fim de ano um tanto corrido e conturbado. Muitos planos, algumas frustrações, diversas vitórias e pouquíssimo tempo para o blog!!! Por isso esse tempo todo sem atualizações.
Apesar  de cancelada a 2ª Mostra Nossa de Teatro por falta de recursos, temos que tocar em frente. Como dito na postagem anterior, pedimos desculpas a todos pelo imprevisto. Sei que é complicado noticiar o cancelamento de uma mostra 10 dias antes, depois de todos já estarem programados para isso, mas acreditem, para nós é complicadíssimo também, pondo que recebemos a notícia em cima da hora de um patrocinador, que já tinha firmado acordo, de que não poderia mais patrocinar. Bem, o jeito é tocar em frente com os projetos.

Lúcia no Psicodália 2012 - 2013


Ingressos comprados?
A Cia Nós em Cena estará presente no Festival Psicodália de virada 2012-2013 com o espetáculo Lúcia.
O festival desse ano, além dos espetáculos teatrais, conta com grandes nomes da música nacional como Alceu Valença, Os Mutantes, Hermeto Pascoal e Blues Etílicos.

Confira a programação completa do festival aqui.


ATENÇÃO: CANCELADA A EDIÇÃO 2012 DA MOSTRA NOSSA DE TEATRO


sábado, 13 de outubro de 2012

17º Festival Catarinense de Teatro

Um desabafo diante de uma decepção...

Pois é pessoal... Nesta última semana foi cancelado o 17º Festival Catarinense de Teatro, que neste ano se realizaria na cidade de Concórdia entre os dias 06 e 11 de novembro. Segundo divulgação da FECATE, Federação Catarinense de Teatro, o motivo foi a falta de verba. Segundo um ofício recebido por eles, a cota orçamentária da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte para este ano já foi ultrapassada.
Diante deste fato, estamos todos perplexos, pois o evento é de grande importância para a arte catarinense e é ridículo que para nossos governantes, a negligencia para com a arte seja algo tão banal.
Sentimos muito e parabenizamos a diretoria da FECATE por todo o empenho e dedicação. Estamos realmente chocados com o ocorrido!


Deixe seu recadinho para Nós!